quarta-feira, 4 de julho de 2012

tell me how to get back to, back to summer paradise with you and I'll be there in a heartbeat - parte 11

Quando chegamos ao parque de estacionamento foi o pânico total. Não conseguia encontrar o cartão do parque e, tipico em mim, comecei a stressar e a suar por todos os lados (e acreditem que não era devido aos 40 graus que se faziam sentir naquele dia). Quer dizer, eu fiquei com o cartão, portanto, a responsabilidade era minha e não me estava nada a apetecer pagar uma multa.
Mexi e remexi em tudo o que estava na mala do carro. Até no meio da roupa suja eu andei á procura do cartão. Quando estava a desistir, comecei a arrumar novamente a mala do carro e quando vou a colocar a mala de viagem no seu canto, tcharam ... lá estava o cartão.
Pagamos e saimos daquele parque de estacionamento, deixando para trás memórias de uma sesta muito mal dormida e do meu ataque de pânico.
Estão a ver a facilidade que foi chegar a Santiago? Pois bem, sair não foi assim tão fácil.
O GPS não estava do nosso lado e mandava-nos dar uma volta enorme. Acabamos por desistir e fizemos o que ele mandava, porque caso contrário era andar por Santiago ás apalpadelas até termos sorte e entrarmos na auto-estrada.
Uma vez na auto-estrada, sempre em frente. Tenho a dizer que a minha voz estava perfeita para cantar o fado ... NOT! Mas isso não foi motivo para estar calada. Eu e a Sofia arranhamos o que restava das cordas vocais, enquanto que a Karla ia sossegada no banco de trás.
Conversas, cantorias, portagens ... e muitas saudades daqueles cinco gajos. Foi essa a nossa viagem de volta a Portugal.
Já em Portugal, acabamos por parar em Barcelos para abastecer e paramos também um pouco para esticar as pernas.
Bem, quando demos por isso estavamos rodeadas por um grupo de velhos que não paravam de olhar para as minhas pernas. Acho que nunca tinham visto três raparigas num carro, uma delas com as pernas para o ar, fora do carro.
Mas eles acabaram por ser simpaticos e oferecer-nos bolo. Quer dizer, eles ofereceram uma vez e da segunda já quase que nos obrigaram a aceita-lo.
De volta á estrada, o resto da viagem correu normalmente e sem problemas.
Viemos primeiro a minha casa, para fazermos as devidas contas. Aproveitamos também para trocar as fotografias.
Depois disso, fomos levar a Karla a casa e despedir-nos da menina que vai voltar para o Brasil daqui a nove dias!
Quem diria? Por cinco gajos, metemo-nos num carro e fomos até Santiago de Compostela.
Tenho a dizer que faria tudo novamente e não me arrependeria, porque, sinceramente, não o poderia ter feito com pessoas melhores.

Quando é a próxima aventura????

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