segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Eu sou de extremos. Sempre fui, sempre serei. E as decisões que tomo são a prova disso.
Há dois anos que ando a dizer que vou para Edimburgo, mas a coragem de o fazer é práticamente nula, sobretudo sozinha.
Este fim de semana meti-me a pensar (coisa perigosa para mim) que tão cedo não vou arranjar emprego em Portugal, muito menos na área da minha licenciatura, por isso, quer queira, quer não, tenho que sair de Portugal.
Com isso meti-me a pensar nas minhas opções. 
Como é óbvio, E.U.A. é a primeira coisa que me vem á cabeça. Os grandes estúdios de Hollywood. Mas se mudar-me para um país da Europa já me causa medo, mudar-me para outro continente é quase um pesadelo.
Londres está fora de questão porque é uma cidade lotada. França é um problema porque, apesar de perceber, não falo francês. 
E a minha mente recaí novamente naquela cidade que há dois anos atrás me fascinou tanto; Edimburgo. 
Percebo o idioma, falo o idioma, não está lotada e adoro a cidade. 
Repentino? Sim, mas necessário. Eu já começo a trepar pelas paredes e o simples facto de dar despesas e não contribuir é mais do que um fardo para a minha consciência. 
Custa-me imenso fazer isto porque não quero deixar a minha irmã e o meu pai para trás, mas não planeio ser um fardo eterno e tenho que seguir com a minha vida.
Impus a mim mesma uma data limite para isso. Depois do Natal pretendo sair do país e descobrir como será a minha vida.
Entretanto, há que encontrar um emprego para poder juntar algum dinheiro para ajudar na construção de uma nova vida.

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