quarta-feira, 28 de novembro de 2012

follow the yellow brick road.

Tenho andado a rever alguns filmes, porque não faço ideia se os poderei levar para Edimburgo, por isso, há que aproveitar.
Ontem foi dia de rever um dos meus musicais preferidos; "O Feiticeiro de Oz".
Sempre adorei o filme, mas depois do segundo ano da faculdade, vê-lo tornou-se algo memorável para mim.
Passo a explicar; a maioria dos meus professores tinha a política de que apenas dariam atenção aqueles alunos que sabiam tudo sobre a mecânica do cinema e como consequência, eram eles que recebiam aquilo a que gosto de chamar de "olhar orgulhoso".
Okay, não é aquele olhar que um pai lança a um filho que alcançou algo, mas dá para perceber a ideia ...
Bem, numa aula estavamos a falar da transição do cinema a preto e branco para o cinema a cores. Como é óbvio, tinhamos que falar de "O Feiticeiro de Oz", porque uma parte do filme foi filmado a sépia e outra a cores ... bem, o professor estava para lá a falar da transição da estética dos filmes e a determinada altura perguntou se alguém sabia qual foi o primeiro filme a usar as cores na totalidade e que nos dava uma pista; não tinha uma yellow brick road.
Os meus colegas ficaram a olhar para o professor com cara de quem não fazia ideia do que ele estava para alí a falar e então ele perguntou; "não conhecem a yellow brick road? não sabem de que filme estou a falar?" ... ao ver que ninguém levantava a mão ou respondia, a medo, lá disse; "O Feiticeiro de Oz" ... juro que aquele homem nunca deve de ter parecido mais admirado.
Uma rapariga, do grupinho que não sabia nada de cinema, conhecia a yellow brick road, algo que os seus preciosos alunos brilhantes não ouviram falar ...
É uma coisa idiota, mas sempre que vejo algo relacionado com a yellow brick road lembro-me desse momento e sinto-me orgulhosa, porque aquele homem nunca deve de ter desconfiado que aquele grupinho tinha gente que sabia mais de cinema do que os seus alunos brilhantes.

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